Primeira escala que mensura o S do ESG é detalhada no 2º Summit de Responsabilidade Social

Certificadoras estiveram presentes e tiraram dúvidas sobre a Escala Cidadã Olga Kos (ECOK)

Nessa sexta-feira (25.11), aconteceu o 2º Summit de Responsabilidade Social, evento realizado pelo Instituto Olga Kos, em parceria com a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), e com apoio da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Dando continuidade a primeira edição, o evento apresentou uma visão mais panorâmica e técnica da Escala Cidadã Olga Kos (ECOK) para as certificadoras e entidades interessadas. A ECOK é a primeira métrica acreditada pelo Inmetro que mensura o ‘S’ do ESG, e que pretende ser uma importante ferramenta para o aumento da responsabilidade social corporativa.

“Durante dois anos estive com o pessoal do Inmetro e nós aprendemos muito. Essa é a única métrica que existe no mundo para medir a inclusão no mercado de trabalho e que pode trazer mais inclusão para nossa cidade, país e mundo”, pontuou o presidente do Instituto Olga Kos, Wolf Kos.

Kos também falou sobre o funcionamento da Escala ser de forma binária e a partir de cinco variáveis: arquitetônica, atitudinal, comunicacional, metodológica e programática, dentro de 20 indicadores e 37 requisitos. “Ou a organização atende ao requisito, ou não atende”, explicou.

O superintendente da Abrac, Masao Ito, parabenizou o trabalho do Instituto Olga Kos em parceria com o Inmetro. “É uma grande honra para Abrac estar ao lado do Instituto Olga Kos, pois acreditaram que a avaliação da conformidade é o caminho para um mundo corporativo melhor e mais inclusivo”.

Ito informou que, entendendo a importância do tema Responsabilidade Social, a Abrac realizará reunião em dezembro sobre Grupo de Trabalho Permanente (GPT) de ESG, e que 22 associados já demonstraram interesse. “Vamos dar um pontapé inicial para que esse assunto seja amplamente debatido em nosso meio”, enfatizou.

Na oportunidade, o superintendente também comentou sobre a possibilidade da Abrac ter uma vice-presidência de ESG. O tema também será alinhado em dezembro durante Assembleia Geral Ordinária (AGO).

O coordenador-geral de Acreditação do Inmetro, Aldoney Costa, explicou os conceitos de avaliação da conformidade e acreditação. “O primeiro é a verificação, por organismos certificadores, se um produto ou serviço atende a regra que deve atender. Já a acreditação é feita pelo criador da regra, que verifica as certificadoras e avaliam se elas atendem os requisitos que deveriam atender”, resumiu.

Na sequência, a palavra foi passada para a coordenadora de projetos da Organização dos Estados Ibero-Americanos (OEI Brasil), Telma Teixeira. “Nossa parceria com o Instituto Olga Kos é para trazer todo esse reforço e a valorização da Escala Cidadã e de sua importância não só para todos os brasileiros, mas também para todos os povos ibero-americanos”.

As pesquisadoras do Instituto Olga Kros, Natália Monaco e Aline Vicentin, explicaram a atuação da entidade na inclusão social de pessoas com deficiência (PCD), e nas pesquisas feitas para o desenvolvimento da ECOK, leituras de legislação, evidências científicas e monitoramentos sociais. “A escala não é punitiva, é uma escala orientativa, que ensina”, complementou Natália Monaco. “Importante enfatizar que a escala é viva, pode evoluir e trazer evolução, mais que uma certificação”, completou Aline Vicentin.

A assessora especial da superintendência da Abrac, Cleriane Lopes Denipoti, trouxe detalhes técnicos da ECOK e do esquema de certificação. O primeiro passo para a avaliação da conformidade é a solicitação de início de processo, analise crítica da solicitação/pertinência, auditoria de certificação, atribuição do selo e recertificação (que acontece a cada um ano).

O selo pode ter duas, três, quatro ou cinco estrelas, dependendo de quantos requisitos aquela organização cumpriu e a certificação – selo 5 estrelas – só é concedida quando 75% são atendidos. “O organismo de certificação vai fazer uma análise dessa documentação inicial, da auditoria. E então, em relação ao resultado final dessa avaliação, o organismo já atribui ao dono do sistema, o nível que aquela organização está”, explicou Cleriane.

Finalizando o 2º Summit de Responsabilidade Social, a especialista em ESG, Débora Paiva, explicou como a responsabilidade social levou um longo tempo para ser pauta no mundo corporativo, apresentando a pesquisa do Itaú BBA, que aponta que os investidores brasileiros e internacionais dão uma importância muito baixa para o S na hora de investir. “Isso possui relação com a ausência de métrica, o que não se mede não existe, e é assim que a roda gira”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação da Abrac