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Energia Solar e os riscos de acidentes na instalação inadequada de conversores

Uso da energia solar cresceu mais de 50% em 2022 e a ausência de mecanismos obrigatórios de inspeção fazem crescer acidentes na área

O rápido crescimento da utilização da energia solar no Brasil tem feito com que o país abra uma nova frente de geração de eletricidade. Dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) apontam um crescimento de 52,2% de janeiro a outubro de 2022, considerando usinas de grande porte e sistemas comerciais/residenciais.

Entretanto, a falta de mecanismos adequados de inspeção tem feito com que incidentes com a nova fonte energética se tornem cada vez mais frequentes no país. O mais recente deles, ocorrido no dia 19 de dezembro no município de União dos Palmares, em Alagoas, foi um incêndio causado pela instalação incorreta do inversor de energia solar acoplado ao quadro de distribuição. Controlado pelo Corpo de Bombeiros, não deixou feridos.

Como todo sistema de energia, o solar também traz riscos a seus operadores, montadores e usuários, sendo que os mais comuns são os de eletrocussão (choque), incêndio e explosão, que, dependendo da intensidade, pode resultar em acidentes graves e até mortes.

A Portaria nº 004/2011 do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), exige a certificação compulsória de todos os módulos e inversores para sistemas fotovoltaicos, sendo possível consultar se o equipamento é homologado no site do Inmetro. A homologação é a garantia que o produto passou por testes rigorosos de segurança antes de chegar ao consumidor.

“A certificação compulsória nada mais é que a obrigatoriedade de o produto ser certificado antes de ser produzido em larga escala e comercializado”, explicou o superintendente da Associação Brasileira da Avaliação da Conformidade (Abrac), Masao Ito, que destacou, também, que a documentação da elaboração do projeto que deve obedecer a requisitos previstos nas normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Ito considera como principais fatores de risco a pouca capacitação dos profissionais que fazem a instalação e a ausência de inspeção. “Defendemos, na Abrac, a criação de uma inspeção obrigatória após a instalação do sistema de energia solar, que avalie a segurança e, que somente após sua aprovação, libere o funcionamento do sistema”, concluiu.

Sobre a Abrac

Fundada em 2009, a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) reúne as empresas responsáveis pela avaliação da conformidade de produtos, sistemas e laboratórios de ensaio e calibração, acreditados pelo Inmetro e designados pela Anatel, que são oferecidos aos cidadãos, trabalhando em sua inspeção e certificação com o objetivo de informar e proteger o consumidor, em particular quanto à saúde, segurança e meio ambiente; propiciar a concorrência justa; estimular a melhoria contínua da qualidade; facilitar o comércio internacional; e fortalecer o mercado interno, atuando em conjunto com os órgãos reguladores das atividades em âmbito nacional.

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