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Abrac participa do lançamento da métrica que averigua o S do ESG

 

Nesta sexta-feira (23.09), a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) participou do lançamento oficial da Escala Cidadã Olga Kos (ECOK), primeira métrica acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), que busca mensurar o ‘S’ presente na sigla ESG, durante o 1º Summit de Responsabilidade Social em alusão ao Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, na sede da Fecomercio, em São Paulo (SP) e promovido pelo Instituto Olga Kos.

 

A mesa de abertura foi composta pelo presidente do Instituto Olga Kos, Wolf Kos; o presidente do Inmetro, Marcos Heleno Guerson Junior; a gerente de projetos da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Telma Teixeira; a chefe da Divisão de Desenvolvimento de Programas de Acreditação do Inmetro, Andrea Melo o vice-presidente da Fecomercio, Carlos Alberto D’Ambrosio; a assessora jurídica do Conselho de Sustentabilidade e do Comitê ESG da Fecomercio, Alexsandra Ricci; os diretores da ICV Brasil, Caio Silva e Suzete Suzuki; e a assessora da superintendência da Abrac, Cleriane Lopes.

Coube ao presidente do Instituto Olga Kos fazer o discurso de abertura do evento. “A responsabilidade social tem de ser um tratado do homem para o homem e pelo homem. Essa transformação social começa acontecer dentro das empresas. Se a gente tem arquitetura, acolhimento, metodologia, comunicação e programa, nós vamos conseguir fazer inclusão e vamos conseguir transformar as posturas de acolhimento do ser humano”, comentou.

Kos acrescentou que cabe cada um fazer a sua parte para melhorar o mundo. “As empresas aqui presentes, na sua grande maioria, já têm programas e estão preocupadas com isso.  Adotar a métrica é muito importante. Só faz gestão quem mede e quem não mede não faz gestão. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) são autodeclaratórios e a nossa métrica mede oito desses objetivos”.

 

Na sequência, a palavra foi passada para o presidente do Inmetro, Marcos Heleno Guerson Junior, onde destacou a função e papel do Instituto no desenvolvimento da Escala Cidadã Olga Kos. “O Inmetro é ó Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia. Então tem essas três palavras e se tivesse que sobrar só uma para resumir o que a gente faz seria qualidade. E qualidade envolve métricas. Como o Wolf disse, se você não consegue medir você não consegue fazer gestão e eu acrescento: se você não consegue medir você também não consegue desenvolver a qualidade”.

Segundo ele, a palavra-chave que o Inmetro trabalha é qualidade, mas como uma pequena observação: não é o Inmetro que coloca qualidade no produto ou processo, quem realmente desenvolve a qualidade é quem produz.

“Preciso comunicar a qualidade. Se uma empresa não tiver como comunicar a qualidade, ela não tem porque desenvolver a qualidade. É preciso ter confiança e então chegamos na acreditação”, acrescentou.

Guerson explicou que o Instituto Olga Kos, que possui competência, estabeleceu um padrão para a certificação voluntária, e as empresas que tiverem interesse em se certificar dentro da métrica podem fazê-la.

A gerente de projetos da Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI), Telma Teixeira destacou que a entidade trabalha no campo da educação e por isso possuem um viés de educação em direitos humanos, onde é trabalhado valores e cidadania. “A gente acredita que qualquer gestor precisa de dados, pesquisa, e números que sustentem a sua política”.

Em seguida, a palavra foi passada ao vice-presidente da Fecomercio, Carlos Alberto D’Ambrosio, que destacou o Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro. Para ele, essa batalha tem ganhado mais força e espaço, principalmente através da iniciativa dos agentes que atuam com o propósito maior de promover diariamente a conscientização da inclusão e do exercício dos mesmos direitos entre as pessoas.

“O motivo desse encontro é o lançamento oficial da ECOK, Escala Cidadã Olga Kos. Um instrumento capaz de mensurar, com base em métricas eficazes, como o mercado pratica e viabiliza a inclusão social e quais os desafios ainda encontrados pelas empresas”, declarou D’Ambrosio.

Também da Fecomércio, a assessora jurídica Alesandra Ricci apresentou os objetivos do Conselho de Sustentabilidade e do Comitê ESG da entidade, que são: viabilizar a sustentabilidade e a agenda ESG empresarial, engajar empresas de todos os portes de negócios, produzir e fornecer conteúdo de orientação, encorajar as transformações comportamentais e culturais.

 

Coube a chefe da Divisão de Desenvolvimento de Programas de Acreditação do Inmetro, Andrea Melo abordar os escopos da acreditação. De acordo com ela, o segmento possui três atores principais: a empresa que deseja comunicar a qualidade de um sistema, produto ou serviço; a certificadora que confirma que aquilo segue um padrão, e o Inmetro que dá o suporte, faz a acreditação da certificadora, e trabalha de forma padronizada.

“Atualmente temos cerca de 2.900 empresas acreditadas pelo Inmetro para fazer diversas atividades, desde ensaios, certificação de sistemas de gestão, certificação de produtos, entre outros”, comentou Andrea.

Segundo ela, quando receberam a visita do Instituto Olga Kos, o desafio foi grande, pois atua no Inmetro há 20 anos e o tema de inclusão não havia sido abordado.

“Com o tema exclusivamente de inclusão foi a primeira vez. Passamos por várias fases e agora a gente tá tendo a oportunidade de vivenciar essa mudança. Como fazer? Como demonstrar? Através do programa da Escala Cidadão Olga Kos”, finalizou.

O diretor da ICV Brasil, Caio Barbosa comentou sobre um aspecto importante que sente no procedimento de certificação das empresas. De acordo com ele, quando é iniciado o processo de alinhamento, existe uma resistência, pois muitos pensam que é apenas uma despesa. “Sempre defendi que a certificação tem que agregar valor, e no caso do S temos situações que podemos transformar o que é considerado despesa em investimento”.

Aline Vincentin, Natália Monaco e Roberto Gimenez, da equipe do Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento do IOK, apresentaram a ECOK para os presentes. Na oportunidade mostraram que a métrica possui cinco variáveis, 20 indicadores e 37 requisitos.

Dentro das variáveis são contemplados os seguintes tópicos: arquitetônica, eliminação das barreiras ambientais físicas nos diferentes ambientes e equipamentos que compõem a organização; atitudinal, percepção do outro sem preconceitos, estigmas, estereótipos e discriminações nas relações institucionais; eliminação de barreiras na comunicação interpessoal, escrita e virtual; metodológica, eliminação de barreiras pedagógicas presentes em programas de capacitação e treinamentos envolvendo os colaboradores de uma organização; e programática, eliminação das barreiras presentes nas políticas institucionais.

A equipe também explicou que a ECOK possui cinco níveis, e neles todos as empresas recebem o selo, porém somente as que apresentam resultados de avaliação compatível ao nível Plenamente Inclusiva recebem o certificado no âmbito Inmetro.

Na sequência, a palavra foi passada para a diretora da ICV Brasil, Suzete Suzuki. A certificadora é a primeira em processo de certificação da métrica. “Para nós foi uma oportunidade muito interessante e a possibilidade de ter um diferencial no mercado”.

Suzete explicou que para ser um Organismo de Certificação de Produto, a empresa tem que ter imparcialidade, isenção de interesse, competência dos avaliadores e conformidade.

“Como a Escala é uma coisa nova, nós nos unimos e fizemos vários treinamentos. Tem muita coisa que é atitudinal, ou seja, como medir uma atitude, que é uma etapa de um dos índices mais importantes do processo. É complexo e é difícil e a gente precisa quebrar esses paradigmas e chegar em um contexto que a gente fale a mesma língua”, acrescentou.

A Abrac também foi representada pela vice-presidente de Relações Institucionais, Alessandra Costa.

Fonte: Assessoria de imprensa da Abrac

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