Abrac aborda problemas de importações de amostras laboratoriais em reunião do Confac

Vice-presidentes de Laboratórios da entidade, Darlan Dallacosta e Israel Teixeira, participaram do encontro

Na última quinta-feira (15.12), a Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac), representada pelos vice-presidentes de Laboratórios, Darlan Dallacosta e Israel Teixeira, participou da 7ª Reunião do Subcomitê de Cooperação do Comitê Nacional de Facilitação de Comércio (Confac). Na oportunidade, foram abordadas as dificuldades da importação de amostras para ensaios laboratoriais.

No Brasil, há cerca de 1.600 laboratórios acreditados pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Cgcre- Inmetro), e essa acreditação possibilita o reconhecimento mútuo com acreditadores de quase uma centena de países.

Por essa acreditação reconhecida internacionalmente, diversas empresas ao redor do mundo buscam laboratórios brasileiros para executar testes, seja por função do câmbio, preço competitivo e a alta qualidade tecnológica dos laboratórios instalados no Brasil.

“Porém, quando estabelecem esse contato, começamos a enfrentar dificuldades de receber essas amostras”, pontuou Darlan Dallacosta, que também explicou que a importação formal leva tempo e tem alto custo, e por isso é inviável, principalmente, para amostras que necessitam avaliação em um certo prazo, como de alimentos.

Há situações que a importação não é necessária apenas na exportação dos serviços laboratoriais para outros países, mas sim para manter a acreditação e reconhecimento do Inmetro. “Os laboratórios precisam participar de programas de comparação interlaboratorial, para garantir que os nossos resultados são comparáveis com laboratórios de outros países. Nós temos relatos de associados da área de alimentos que, pelo processo de importação lento, perderam a oportunidade de participar e manter a acreditação naquele escopo específico”, acrescentou Dallacosta.

Na apresentação, a Abrac apresentou dados de uma pesquisa com 1.246 laboratórios acreditados pelo Inmetro, onde 52% relataram ter pedido oportunidades de exportação de serviços devido ao processo de importação e liberação. Já 97% afirmaram que poderiam exportar mais caso o processo de importação fosse mais rápido.

“Se a gente conseguisse ter um processo diferenciado, para amostras de ensaios, o Brasil poderia figurar internacionalmente como um provedor de ensaios e serviços tecnológicos”, concluiu Dallacosta.

Clique aqui para assistir a reunião completa, incluindo a participação da Abrac e debates entre os participantes.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Abrac