“A tecnologia 5G trouxe aspectos técnicos totalmente novos na interface aérea”

Em entrevista à Abrac, Leonardo Tozzi Pinheiro, vice-presidente de Telecomunicações da entidade e gerente-geral para a América Latina da NCC Certificações, fala sobre a tecnologia 5G

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O vice-presidente de Telecomunicações da Associação Brasileira de Avaliação da Conformidade (Abrac) e gerente-geral para a América Latina da NCC Certificações – empresa do grupo Bureau Veritas -, Leonardo Tozzi Pinheiro, concedeu entrevista à entidade para falar sobre as adequações que a certificadora passou para atuar no escopo do 5G.

A NCC foi fundada em 1994, na cidade de Los Angeles, nos Estados Unidos, e desde 1999 atua no Brasil como NCC Certificações do Brasil, acreditada pela Coordenação Geral de Acreditação (Cgcre) do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) como Organismo de Certificação de Produto (OCP), Organismo de Certificação de Sistema (OCS), Organismo de Certificação de Sistemas de Gestão de Produtos para Saúde (OMD) e como Organismo de Certificação designado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para a certificação de produtos para telecomunicações.

“O cenário tecnológico do 5G ainda está se iniciando no País, tendo ainda possibilidade de crescimento exponencial nos próximos anos. Ainda temos margem significativa para evolução das redes 5G com CORE puramente 5G, em STAND ALONE e capacidade de suportar capacidades de transmissão ainda maiores usando faixas em ondas milimétricas (mmwave) em 26 GHz”, comentou Pinheiro.

Leia a entrevista na íntegra:

Abrac – Como a NCC se adaptou para atuar no escopo do 5G?

Leonardo Tozzi Pinheiro – A NCC participa ativamente dos grupos de estudos normativos da Anatel. Participamos do grupo de estudo da Agência Nacional de Telecomunicações para viabilização dos regulamentos para certificação da tecnologia celular de 5ª Geração. A partir do momento que a Anatel começou a definir os regulamentos para certificação dos produtos que operam com 5G, como os telefones celulares e as estações rádio base, entendemos importante realizar treinamentos com a equipe de especialistas da NCC e estudos internos para entendimento técnico normativo para facilitar a análise técnica dos processos de certificação.

Abrac – Quais mudanças e inovações foram necessárias para que pudessem atuar com a nova tecnologia?

Leonardo Tozzi Pinheiro – Já temos larga experiência de processos de certificação de produtos para telefonia celular. Somente foi necessário trazer mais capacitação e conhecimento para a equipe de análise técnica. Diferente das tecnologias anteriores, a telefonia celular 5G trouxe avanços significativos para suportar o enorme de tráfego de dados devido à demanda de informação pela sociedade, internet das coisas, indústria 4.0, cidade inteligente, etc… Foi necessário entender como seria possível compartilhar neste primeiro momento do 5G no Brasil em NSA (NO STAND ALONE), o uso do CORE 5G compartilhado com as redes existentes em 4G, usando técnica DSS.

Abrac – Como foi o processo de capacitar os colaboradores para esta nova tecnologia?

Leonardo Tozzi Pinheiro – Além de estudos normativos, participação de grupos de estudos da Anatel, escolhemos uma faculdade de referência para ministrar um curso completo de telefonia de 5G.

Abrac – Vocês já emitiram algum certificado de um aparelho 5G ou só começará a ser feito após o leilão?

Leonardo Tozzi Pinheiro – Sim, a NCC já emitiu vários certificados de telefones celulares, estações terminais de acesso e transceptores para estação rádio base. Atualmente a Anatel já definiu os regulamentos de canalização da faixa de 5G para telefonia celular. Tantos os regulamentos de canalização como os regulamentos de ensaios funcionais no produto.

Abrac – Há alguma mudança na certificação 4G para 5G?

Leonardo Tozzi Pinheiro – Sobre o processo em si e metodologia de análise, não muda nada. Com relação aos regulamentos aplicáveis da tecnologia 5G, se comparado as antecessoras, a mudança é bem significativa. A tecnologia 5G trouxe aspectos técnicos totalmente novos na interface aérea.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Abrac